'Da lama ao caos', de Chico Science & Nação Zumbi, completa 15 anos com a marca da revolução

quinta-feira, 28 de outubro de 2010



Modernizar o passado". Sobre uma guitarra que martelava hipnoticamente a mesma nota, em timbre distorcido, e um batuque grave e vigoroso, a voz de Chico Science abria com esse verso o disco "Da lama ao caos", em 1994. Quem ouviu entendeu que não era discurso vazio. O primeiro álbum de Chico Science & Nação Zumbi modernizava o passado e - sabe-se agora, quando o CD completa 15 anos - anunciava o futuro, com a metáfora da lama do mangue como matéria-prima da invenção. Se os fundadores da MPB dos festivais tiveram como iluminação o "Chega de saudade", de 1959, os jovens do distante (pré-internet) início da década de 1990 viram no disco de estreia dos pernambucanos o marco de sua geração.

- O CD bateu como a revolução que todos esperávamos e não sabíamos - define o produtor Kassin. - Influenciou todos da minha geração diretamente. Os anos 90 se dividem entre antes e depois deles.

O guitarrista Pedro Sá expressa outra sensação que circulou entre seus pares na época.

- Me senti representado ali.

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A fala de Sá traz embutida uma questão latente no início dos anos 90: o rock brasileiro da década anterior já não representava aquela geração.

- O rock brasileiro dos anos 80, de uma forma geral, virou as costas para o Brasil - avalia Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. - A onda era imitar bandas inglesas e americanas. "Da lama ao caos" é uma ode à música brasileira, a proposta de uma nova forma de tocar coco, maracatu, ciranda, samba.

Ouça a faixa-título de "Da lama ao caos":


A fusão da música pop (no caso, hip hop, soul, punk rock, dub...) com gêneros tradicionais brasileiros - por outras vias, "uma retomada de coisas que os tropicalistas já tinham proposto", acredita Maia - explica em grande parte o impacto de "Da lama ao caos".

- Foi uma espécie de ovo de Colombo - interpreta o crítico Arthur Dapieve. - Muitas bandas de rock das décadas anteriores (sobretudo Mutantes, Paralamas e Titãs, mas até Legião Urbana e Engenheiros do Hawaii) tinham feito tentativas mais ou menos bem-sucedidas de eliminar as contradições, ou supostas contradições, entre rock e música popular brasileira. Mas foi o Chico Science quem botou o ovo em pé.

Os reflexos do disco atingiram esferas insuspeitas da cultura nacional. O escritor Ariano Suassuna, opositor ferrenho a qualquer flerte das tradições pernambucanas com a música pop, chorou no enterro de Chico Science (morto num acidente automobilístico em 1997), de quem se declarava admirador, apesar das restrições a "seu lado Science", como dizia. Versos de "A cidade", canção de "Da lama ao caos", foram citadas num sucesso de axé music ("Xibom bombom", do grupo As Meninas). Na Cidade de Deus, o rapper MV Bill ouviu com atenção o disco, que define como "o surgimento do rock com sotaque brasileiro".

João Barone, baterista dos Paralamas (e quem deu o primeiro par de baquetas profissionais a Canhoto, então percussionista da Nação Zumbi, numa visita ao estúdio onde a banda gravava "Da lama ao caos"), nota que, para além da fusão pop-regionalismo, havia "muitas outras coisas nas entrelinhas" do CD. O compositor Silvério Pessoa ilumina algumas das entrelinhas:

- O CD traz a fala de Chico sobre a teoria da física moderna, a Teoria do Caos, ficção científica, quadrinhos, moda, cinema, em resumo, uma nova estética oferecida para uma nova geracão saturada dos "rocks". "Da lama ao caos" foi a chave certa para que a música independente perdesse o medo de enfrentar as estruturas do mercado. Mesmo vinculado a uma gravadora (Sony), foi um trabalho plenamente autoral.


As ideias que circulavam pela cabeça de Science e companhia ganharam tradução visual no encarte do CD pelas mãos de DJ Dolores. Um dos articuladores do movimento mangue bit (do qual despontou também o mundo livre s/a), ele assinou o projeto gráfico do disco.

- Havia um enorme fascínio por tecnologia, e isso é bem presente no material gráfico - lembra Dolores, que fez tudo num "computador bem ruinzinho". - Fazer música com máquinas significava para nós, naquela época, um diálogo de igual para igual com o resto do mundo.

MANGUE, o conceito

Estuário. Parte terminal de rio ou lagoa. Porção de rio com água salobra. Em suas margens se encontram os manguezais, comunidades de plantas tropicais ou subtropicais inundadas pelos movimentos das marés. Pela troca de matéria orgânica entre a água doce e a água salgada, os mangues estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo.
Estima-se que duas mil espécies de microorganismos e animais vertebrados e invertebrados estejam associados à vegetação do mangue. Os estuários fornecem áreas de desova e criação para dois terços da produção anual de pescados do mundo inteiro. Pelo menos oitenta espécies comercialmente importantes dependem do alagadiço costeiro.
Não é por acaso que os mangues são considerados um elo básico da cadeia alimentar marinha. Apesar das muriçocas, mosquitos e mutucas, inimigos das donas-de-casa, para os cientistas são tidos como símbolos de fertilidade, diversidade e riqueza.

Exposição com capas do Manguebeat

Discografia básica do design: os anos 90 pernambucano

Exposição reúne capas de discos da cena pernambucana.




Peças que compõem a exposição “Discografia básica do design: os anos 90 pernambucano”:
1 – Da Lama ao Caos (CSNZ / 1994)
2 – Afrociberdelia (CSNZ / 1996)
3 – Samba Esquema Noise (MLSA / 1995)
4 – Guentando a Ôia (MLSA / 1996)
5 – Mestre Ambrósio (Mestre Ambrósio / 1996)
6 – Fuá na Casa de Cabral (Mestre Ambrósio / 1998)
7 – Olho de peixe (Lenine / 1993)
8 – O Dia em que Faremos Contato (Lenine / 1997)
9 – Faces do Subúrbio (Faces do subúrbio / 1997)
10 – Agora tá valendo (Devotos / 1997).
11 – Sonic Mambo (Eddie / 1999)
12 – Fome dá dor de cabeça (Cascabulho / 1998)
13 – Som de Caráter Urbano e de Salão (Sheik Tosado / 1999)
14 – Samba pra Burro (Otto / 1998)
15 – Baile Perfumado (filme Baile perfumado / 1997)
16 – Você Não Sabe da Missa um Terço (Querosene Jacaré / 1998)
17 – Lia de Itamaracá (Lia de Itamaracá / 1999)
18 – Songo (Songo / 1998)
19 – Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis (Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis / 1994)
20 – REIginaldo Rossi – Um Tributo (coletânea / 1998)

As outras 10 peças são fitas K7 de bandas pernambucanas que passaram pelo Abril Pro Rock nas edições da década de 90. Entre elas, Lara Hanouska, Paulo Francis Vai Pro Céu e Devotos.

MANGUE, a cena




Emergência! Um choque rápido ou o Recife morre de infarto! Não é preciso ser médico para saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruindo as suas veias. O modo mais rápido, também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus rios e aterrar os seus estuários. O que fazer para não afundar na depressão crônica que paralisa os cidadãos? Como devolver o ânimo, deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife.

Em meados de 91, começou a ser gerado e articulado em vários pontos da cidade um núcleo de pesquisa e produção de idéias pop. O objetivo era engendrar um “cirCUito eNergéTIco”, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop. Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama.
Hoje, Os mangueboys e manguegirls são indivíduos interessados em hip-hop, colapso da modernidade, Caos, ataques de predadores marítimos (principalmente tubarões), moda, Jackson do Pandeiro, Josué de Castro, rádio, sexo não-virtual, sabotagem, música de rua, conflitos étnicos, midiotia, Malcom Maclaren, Os e todos os avanços da química aplicados no terreno da alteração e expansão da consciência.

Bastaram poucos anos para os produtos da fábrica mangue invadirem o Recife e começarem a se espalhar pelos quatro cantos do mundo. A descarga inicial de energia gerou uma cena musical com mais de cem bandas. No rastro dela, surgiram programas de rádio, desfiles de moda, vídeo clipes, filmes e muito mais. Pouco a pouco, as artérias vão sendo desbloqueadas e o sangue volta a circular pelas veias da Manguetown.

MANGUETOWN, a cidade

A planície costeira onde a cidade do Recife foi fundada é cortada por seis rios. Após a expulsão dos holandeses, no século XVII, a (ex)cidade “maurícia” passou desordenadamente às custas do aterramento indiscriminado e da destruição de seus manguezais.
Em contrapartida, o desvairio irresistível de uma cínica noção de “progresso”, que elevou a cidade ao posto de “metrópole” do Nordeste, não tardou a revelar sua fragilidade.
Bastaram pequenas mudanças nos ventos da história, para que os primeiros sinais de esclerose econômica se manifestassem, no início dos anos setenta. Nos últimos trinta anos, a síndrome da estagnação, aliada a permanência do mito da “metrópole” só tem levado ao agravamento acelerado do quadro de miséria e CaOs urbano.

O Manguebeat como Política de Representação


O Manguebeat aponta para uma nova política de representação, onde se negociam espaços através de processos de desencaixe. Essa estratégia possibilita o questionamento das metanarrativas e, através da desidentificação, propõe novas maneiras de articular identidades periféricas. Essa estratégia, porém, limita-se ao campo da representação.

Palavras-chave: Identidades; Representação; Manguebeat

Mangue: a lama, a parabólica e a rede

O Movimento Manguebeat surgiu em Recife, Pernambuco, no início da década de 1990. Enquanto Recife era eleita a 4ª pior cidade do mundo para se viver, um grupo de jovens queria tirar a cidade do coma, devolver-lhe o ânimo e recarregar suas baterias, promovendo um ‘circuito energético’ capaz de conectar as vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de
conceitos pop. O nome era uma analogia entre a diversidade ecológica dos mangues e a diversidade cultural de Recife. Sua imagem símbolo: uma parabólica enfiada na lama. Da lama viriam as influências locais antenadas com as vibrações globais captadas pela parabólica. O Movimento Manguebeat surgiu em torno da música, promovendo mistura entre ritmos locais,
como a ciranda e o maracatu, com influências da música pop, como o punk e o hip hop. Mas não se resume à mistura entre ritmos regionais e globais, pois seu principal mote é a diversidade, abarcando variadas manifestações. Tendo se iniciado na música, o Mangue se estendeu para outras áreas como o cinema e a moda, formando uma “cena” em Recife. O Manguebeat expressa as mudanças que vêm acontecendo na relação entre local e global, contribuindo também para repensarmos conceitos mais amplos como identidade.


Um resumo das primeiras aventuras do Mangue.

( breve histórico )

“Cada boca é uma sentença”, diz o ditado. Cada um interpreta os fatos de maneira diferente, cada memória remixa o que ficou para trás de um jeito todo seu. Assim, parece impossível determinar exatamente como o Mangue nasceu, ainda mais depois da morte de Chico Science, ele que foi buscar o rótulo em algum momento (no ônibus? em casa ouvindo música? na praia?) daquele início dos noventa e que generosamente o presenteou a seus amigos.

chico science

No entanto, descobrir o minuto mágico onde Chico teve sua grande sacada talvez não seja tão importante. Afinal, o Mangue foi produto de um longo processo, algo que se estendeu por anos a fio, com milhares de experiências espalhadas pela vida dos integrantes de uma rede envolvendo estudantes, funcionários públicos, músicos, jornalistas, DESIGNERS e trabalhadores da aviação civil. Seu começo pode ser datado da noite em que Zero Quatro subiu ao palco de um barzinho e tocou guitarra pela primeira vez. Ou da tarde em que Chico e Jorge Du Peixe ensaiaram seus primeiros passos de break. Ou quando Renato L leu os artigos de Bia Abramo, Alex Antunes e Pepe Escobar na antiga Showbizz. Ou quando Mabuse ganhou seu codinome, ou Lúcio Maia ouviu Hendrix ou o futuro DJ Dolores partiu de Aracaju para o Recife.

Cada estilhaço dessas vidas foi marcado por uma paixão pela música e uma INsatisfação com o que era produzido no Brasil em termos de cultura pop, especialmente em Pernambuco, onde a decadência econômica acentuava o negror do quadro. Ninguém agüentava as cópias deslavadas do rock anglo-saxão e a MPB há muito parecia mergulhada na auto-complacência. E Recife, coitada, aparecia como “a quarta pior cidade do mundo” em termos de qualidade de vida, segundo uma pesquisa da época.

Esses dois pontos (amor pela música e insatisfação) eram comuns a toda aquela fauna diVersiFIcada que passou a conviver numa “base” situada nas Graças, quase no centro do Recife, bem no finalzinho da década de oitenta. A sala cheia de minúsculas baratas do “apartamento de Zé Roberto”, como ficou conhecido o local, virou parada obrigatória antes da volta para os distantes lares ou da saída noturna até um dos bares do bairro, na época o principal destino boêmio da cidade. Sua funcionalidade parecia absoluta: não haviam pais por lá, o sofá da sala estava sempre disponível para uma dormida, o toca-discos funcionava, o consumo de substâncias alteradoras da percepção era livre e o Zé Roberto tinha uma paciência de Jó!

Entre uma cerveja e outra, as coleções de discos e as idéias daquela turma começaram a se mesclar, gerando encontros surpreendentes. De repente, James Brown encontrou Johnny Rotten. Jorge Ben foi apresentado a Afrika Bambaataa. O The Who descobriu o Fellini. O cavaquinho e o sampler passaram a flertar. Até que um dia…

“Eu estava no Cantinho das Graças, um bar sem qualquer atrativo frequentado pela galera. Na mesa acho que bebiam Mabuse, Fred, Vinícius Enter e outros. De repente, Chico apareceu e sem nem sentar foi anunciando “olha, fiz uma jam session com o pessoal do Lamento Negro e mesclei uma batida disso com uma batida daquilo e um baixo assim…Vou chamar esse groove de Mangue!“. Na hora, ficamos sem saber o que era mais interessante, o som ou a palavra usada para sintetizá-lo. Aquele era o rótulo! Como todo mundo tinha um sonho em mente e um esboço de trabalho em CONJUNTO havia se delineado em algumas festas, a tentação de ampliar o conceito surgiu de imediato.

A gente havia se apaixonado por música via movimentos que enfatizavam o coletivo e o faça-VOCÊ-mesmo, coisas comuns ao Punk e ao Hip Hop. E ainda se lia sobre a acid-house, outra trip envolvendo esforço em conjunto. Daí veio a idéia de criar uma “cena”, uma palavra que permitia a integração orgânica entre nossas diferentes atividades e gostos e que era pouco usada no Brasil. Acho que numa despretensiosa meia-hora surgiram os esboços de quase todos os conceitos básicos do Mangue. Aquela noite, na minha (de Renato L) memória, sem que ninguém percebesse, foi um momento-chave”.

Quando Zero Quatro, mais tarde, começou a trabalhar num vídeo sobre os manguezais para uma produtora independente de tv e trouxe a informação de que aquele era o ecossistema biologicamente mais rico do planeta, o último elo que faltava para a montagem do conceito chegou. Com ele, veio a metáfora básica para a agitação que se seguiu: “queremos construir uma cena tão rica e diversificada como os Manguezais!“. Algo capaz de tirar o Recife do coma e conectar sua criatividade com os circuitos mundiais.

Na verdade, a primeira vez que a palavra despontou na imprensa foi como uma batida, um novo ritmo que seria apresentado por um grupo chamado Chico Science e Lamento Negro. É assim que informa a matéria publicada no Jornal do Comércio sobre uma festa que aconteceria no “Espaço Oásis”, em Olinda. Black Planet era o nome do evento, que traria, também, discotecagens de Renato L e Mabuse. A partir daí, o Mangue só apareceu como sinônimo de algo coletivo.

As primeiras festas e shows aconteceram nos antigos bordéis da área portuária, ainda não revitalizada naqueles tempos. Todo mundo trabalhava em cooperativa, uns fazendo os cartazes, outros discotecando e/ou trabalhando na bilheteria. Ninguém do núcleo-base gostava de chamar a coisa de “movimento”, palavra tida como pretensiosa. Foi a mídia que começou a usar o termo, principalmente a partir da chegada às redações, em 92, daquilo que era apenas um release escrito por Zero Quatro – de forma brilhante, diga-se de passagem – mas que acabou encarado como um manifesto tipo “semana de 22″.

Movimento ou não, o fato é que o som e as idéias do Mangue rapidamente conquistaram os formadores de opinião, com exceção dos armoriais e de um Alceu Valença morto de ciúmes e inveja. O poder e a repercussão das composições de CSNZ e do Mundo Livre incentivaram outros músicos a formarem suas próprias bandas e deu novo gás a cenas que já existiam, como a do Alto José do Pinho, com seus grupos de pop-rock e hardcore.

Com o tempo, a agitação espalhou-se da música para outras áreas, especialmente o cinema, a moda e as artes plásticas. A flexibilidade embutida na metáfora da Diversidade permitia que todos se sentissem como autênticos mangue boys, se assim lhes conviessem. De marca registrada do trabalho daquela cooperativa, em especial das duas bandas que eram seu carro-chefe, o rótulo migrou em direção a algo maior, tornando-se sinônimo da própria cena que ajudou a criar.

Quando a metade dos anos noventa chegou, Chico Science e Nação Zumbi e Mundo Livre S/A haviam lançados seus primeiros discos, ambos considerados clássicos de nascença pela crítica, enquanto o Recife já ganhara o apelido de “manguetown”, voltando a ser um importante centro musical, status que mantém até hoje. Nunca mais o Maracatu, o samba, as descrições das pontes e dos rios, a auto-estima dos moradores da periferia e o rapeado do repente seriam os mesmos…

Apresentação da Proposta


A briefing nos foi apresentado,
foi montar um Cd baseado nas caracteristicas
de um determinado movimento, sorteado para
cada dupla.
Ja com a metodologia definida essas são as datas.:

22/10 - Apresentação da Proposta
29/10 - Levantamento de dados / Pesquisa Similar
05/11 - Dia do Design
12/11 - Primeiras Idéias
29/11 - Workshop de Cortenagem
26/11 - Entrega